Todos nós sabemos que receita infalível para aprender não existe. Fato! Mas incentivar e impulsionar o cérebro a desenvolver técnicas para absorver melhor o aprendizado é totalmente possível.

O progresso da neurociência levou os avanços também no mundo da educação. Com conhecimento científico, os educadores podem criar aulas cada vez mais assertivas.

Afinal, o que é neurociência?

Nos últimos anos, muitos estudos foram realizados com o objetivo de tentar entender – de forma assertiva – as atividades cerebrais e como as mesmas influenciam no comportamento humano. E é exatamente nesse contexto que se encaixa a Neurociência.

Ela corresponde à área que estuda o sistema nervoso central. Sua atuação comporta desde a formação e a estrutura, passa pelo funcionamento e desenvolvimento das atividades mentais e chega ao ponto mais alto com as conexões do cérebro com nosso comportamento.

Esse importante recurso tem contribuído muito para os educadores entender o que acontece no cérebro quando ele se conecta com novas informações, como ele processa essas novidades e de que maneira o aprendizado se torna conhecimento para a vida inteira.

Os 5 campos da Neurociência

A neurociência é uma área bastante complexa. Por conta disso, seus estudos se dividem em campos específicos. São eles:

– Neurofisiologia: estudo das funções ligadas às diferentes áreas do sistema nervoso. Ela também estuda um dos fenômenos mais interessantes do corpo humano: a geração dos impulsos nervosos. É por meio desses estímulos elétricos – que acontecem em nossos neurônios – que os pensamentos são desenvolvidos.

– Neuropsicologia: estudo das ações dos nervos e das funções ligadas à área psíquica. Podemos dizer que ela é o meio campo entre medicina e psicologia. Ela procura investigar como problemas neurológicos interferem no comportamento humano.

– Neuroanatomia: tem como principal objetivo compreender como funciona cada uma das estruturas que compõe nosso sistema nervoso e da função de cada órgão: cérebro, medula espinhal e nervos periféricos.

– Neurociência comportamental: estudo da ligação entre emoções, pensamentos e comportamento.

– Neurociência cognitiva: estudo da capacidade cognitiva do indivíduo, como raciocínio, memoria e aprendizado.

Como a Neurociência pode auxiliar na educação?

Dificuldade para aprender, falta de atenção e desmotivação são algumas situações frequentes que os professores se deparam quando estão na sala de aula. Como os educadores podem lidar com esses desafios? A neurociência é um ótimo caminho!

Já sabemos que não existe receita para o aprendizado e que ele não é igual para todos. Alguns alunos tem facilidade em aprender com vídeos da internet, outros não abrem mão de áudios. E ainda tem os que preferem escrever e ler em voz alta fichas de resumo.

E essas podem ser algumas maneiras de fixar os conteúdos. De acordo com especialistas, o aprendizado pode ser dividido em 5 canais de aprendiza. São eles:

1 – Visual / memória fotográfica: como o nome indica, as pessoas do tipo visual têm nas imagens um grande elemento para fixação do aprendizado. Ter à sua frente recursos gráficos, projeção de slides, vídeos, ilustrações e diagramas facilitam tudo pra elas.

2 – Auditivos / gravadores humanos: eles registram melhor os conteúdos quando estes estão em formato de áudio, como: músicas, debates, palestras, repetir informações em voz alta.

3 – Cinestésicos / mão na massa: eles precisam entender o conteúdo a prática, com a mão na massa.

4 – Oral: seminários e apresentações em grupo são as principais maneiras de aprendizado para esse grupo.

5 – Registro de memorização: essas pessoas têm como aprendizado as repetições de certas atividades. Nesse sentido, o ato de aprender não ocorre apenas quando se grava informações, mas também, quando o conteúdo afeta a pessoa. Com isso, o indivíduo deve identificar pontos de ancoragem para que o conteúdo aprendido tenha sentido e fique na sua memória.

As vantagens do uso da tecnologia na sala de aula

Dada a complexidade do cérebro humano, está comprovado que existem muitas maneiras de aprender. E mais do que nunca, a tecnologia é uma grande aliada do aprendizado. A relação entre neurociência e aprendizagem está continuamente fornecendo possíveis aprimoramentos tecnológicos para os professores, facilitando o dia a dia dentro da sala de aula. Confira abaixo algumas vantagens que essa poderosa ferramenta pode oferecer:

– O uso da tecnologia a favor da aprendizagem aguça a percepção dos alunos. Com um equipamento de realidade virtual, por exemplo, o encanto por determinada matéria pode ser amplificado e o aprendizado mais facilmente absorvido.

– Por estarem acostumadas à utilização de aparelhos tecnológicos desde a mais tenra idade, as crianças não se sentem tão estimuladas com aulas exclusivamente expositivas. O uso de tecnologia deixa a aula mais atraente e dinâmica.

– As escolas podem utilizar a internet como uma fonte rica de informação constante na potencialização do ensino. Um exemplo disso é a apresentação de canais de vídeo ou perfis de personalidades do ensino, além de estimular a busca constante por informações.